Publicado por: Joseph-Ghanime-Lopes

Tristes, ó tristes almas

Joseph Ghamine

Qual achais que seria um bom primeiro livro para um novo clube de leitura? – perguntei na lista de correios.

A encomendação das almas, de João Aguiar – foi a instantânea resposta de V.

Hoje o clube de leitura da associação Cultura do País (Lugo) inicia o seu andamento com este romance.

Gonçalo Nuno, septuagenário incontinente, empresário de importação-exportação, monárquico e de ascendência fidalga, deixa Lisboa pola velha casa familiar de Poiais de Santa Cruz. Esposa, filhos e noras tentam convencê-lo para que regresse à capital. Read more

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Amizades e cumplicidades

Joseph Ghamine

A 7 de setembro Espanha jogará com a Arábia Saudita em Ponte Vedra. O evento inscreve-se na aliança política, comercial e militar entre os dous reinos.

Em janeiro de 2012, Espanha e a Arábia Saudita assinárom um contrato para a construção do trem de alta velocidade entre a Meca e Medina. O projeto foi avaliado em 6736 milhões de euros.

O governo está a fazer tudo o possível para vender entre 200 e 270 tanques Leopard à Arábia – 3000 milhões de euros. O Real Decreto Lei 19/2012 permitirá ao Ministério da Guerra realizar contratos de exportação diretamente com um governo estrangeiro. Read more

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Á espera de movimento

Joseph Ghamine

A vida é feita de nadas – dizia o Miguel Torga.

Junho é feito de exames de classificação e certificação nas escolas oficiais de idiomas.

Classificar e certificar alunos com notas de 0 a 25 prejudica a plenitude da primavera. Ainda bem que da janela se enxergam os Ancares.

Distribuo os exames e as folhas de rascunho. Começam a escrever e achego-me à janela. A vida é feita de nadas, de grandes serras paradas.

Mas da montanha também ressoam alguns ventos. Read more

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Estranha forma de lampreia

Joseph Ghamine

Ao estudar a variante portuguesa da língua, sempre os galegos trocamos alguma letra:

Eu fez um poema à Ponte da Chanca – por eu fiz.

– Ela fiz um poema à Ponte da Chanca – por ele fez.

– Eu esteve a falar com o esquio no meu pesadelo – por eu estive.

– Ele estive a falar com o esquio no meu pesadelo – por ele esteve.

Corrijo amiúde estes erros nas aulas:

– Ó Paulo, se você diz eu fez um poema à Ponte da Chanca, a gente conclui que o poema foi feito de forma simultânea por você – Eduardo – e algum outro poeta heterónimo no seu nome. Read more

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Nem é assim nem é o que há

Joseph Ghamine

Numa cervejaria da rua São Roque, uma boa amiga apanhou-me com o cliché na boca:

– É-che assim. É o que há.

Falávamos das agruras do país:

– Pois nem é assim nem é o que há. Tou cheia de ouvir esse queixume todo o dia.

A cerveja, o sumo e o petisco de salada russa avinagrárom com o automatismo do meu lugar-comum. A acidez no estômago repetiu-me o eterno ecoar dessa mesma retrónica Read more

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LM+3

Joseph Ghanime

O escritor libanês Amin Maalouf recomenda LM+2 para o ensino de línguas na Europa:

LM+2 = Língua materna + 1 Língua de comunicação internacional + 1 Língua de preferência pessoal.

A fórmula combina o critério quantitativo da extensão – língua de comunicação internacional – com o qualitativo da aposta na diversidade linguística – língua de preferência pessoal ou adoção. Read more

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Alemanha ensanguentada

 Joseph Ghanime

 

A inconsequência da social-democracia facilitou a chegada do fascismo.

 

Não costumo ler à procura de profecias ou consignas – mas a Alemanha Ensanguentada do Aquilino Ribeiro véu buscar-me essa sentença nos miolos. Read more
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Sucumbirá o poder

Joseph Ghanime

O que faltava no meu Google Calendar era Sábado 28 de janeiro, 19h00, Póvoa do Brolhão. Quando me falárom do evento, confundim Póvoa de Brolhão com Póvoa de São Julião. Read more

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A caixa de ritmos

 Joseph Ghanime

 Confesso-me caprichoso como um adolescente e refugado do futuro como  um velho – um combinado do piorzinho de todas as idades.

Será por isso que não me afago com os cartões de crédito e permaneço na saudosa caderneta de aforro?

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Ne tuez pas le Mandarin

Joseph Ghanime

Mareio por Lugo adiante com O Mandarim. Um velho dilema de Rousseau e Balzac inspirou a novela de Eça de Queirós: se a felicidade te fosse dada em troca de executar um mandarim de terras longínquas: tu aceitavas?

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